As pesquisas com esse tipo de drogas não é algo novo. Nos anos 50, 60 e 70, foram feitos vários estudos sobre suas propriedades medicinias. Agora, esses estudos são retomados por diversas universidades, envolvendo inclusive versões não-alucinógenas.
Segundo a Folha, Amanda Feilding, diretora da Fundação Beckley, em Oxford, organização que investiga consciência, é uma figura-chave para o ressurgimento do interesse científico nasdrogas psicodélicas – e expressa seu entusiasmo mencionando dois trabalhos científicos.
Um deles é o da Universidade da Califórnia, em Berkeley, que foi a primeira pesquisa a obter aprovação do uso de LSD perante as autoridades do país. Aqueles que participaram do estudo são os primeiros a tomar LSD legalmente nas últimas décadas, como parte de uma pesquisa para saber se ele ajuda a criatividade.
“LSD é uma substância potencialmente valiosa para a saúde humana e para a felicidade”, afirma a pesquisadora.
O outro é um estudo suíço em que a droga é dada como complemento da psicoterapia para as pessoas que têm câncer em estado terminal, a fim de ajudá-los a lidar com a profunda ansiedade provocada pela morte iminente. “Se você manipula o LSD com cuidado, não se torna mais perigoso do que outras terapias”, disse Peter Gasser, psiquiatra que lidera os trabalhos.
Na Universidade Johns Hopkins, em Washington, um outro estudo analisa se a psilocibina(princípio ativo de diversos cogumelos) pode auxiliar a psicoterapia para pessoas com dependência crônica de substâncias que não tenham sido ajudado por um tratamento mais convencional.
Mas a reputação do passado pode fazer com que seja difícil a aprovação de medicamentos psicodélicos, segundo a Agência Regulatória de Medicina e Saúde do Reino Unido. “‘O efeito adverso conhecido de drogas psicodélicas teria de ser considerado com muito cuidado na análise risco / benefício, antes que drogas possam ser aprovadas para uso medicinal”, disse um porta-voz.
Fonte: http://www.psicodelia.org/
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